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Sem chuvas, plantio de soja tem ritmo lento

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Sem chuvas, plantio de soja tem ritmo lento

Já o plantio de milho no Centro-Sul alcançou 19% da área prevista, segundo a AgRural

O plantio da safra 2017/2018 atingiu apenas 0,3% da área prevista no Brasil até quinta-feira, 21, em virtude de chuvas ainda insuficientes, apontou a consultoria AgRural. “O tempo muito quente e seco na maior parte do país freia o avanço dos trabalhos”. “Cautelosos, os produtores têm preferido esperar pela chegada e regularização das chuvas, reduzindo assim o risco de ter de replantar parte da área depois.” Um ano atrás, os levantamentos da consultoria só começaram na semana do dia 29 de setembro, mas já apontando 5% da área semeada.

O tímido ritmo de plantio deste início de safra é puxado pelo Paraná (1,7%) e por Rondônia (1%), segundo a consultoria. A AgRural ressaltou, contudo, que parte da área no oeste paranaense pode precisar de replantio devido à falta de umidade e ao calor.

Em Mato Grosso, apenas áreas pontuais foram semeadas até agora, em geral aquelas em que há pivôs e/ou o produtor pretende plantar algodão na segunda safra. “Chuvas isoladas foram registradas nesta semana, mas a regularização das precipitações tende a acontecer somente em outubro”.

Em Mato Grosso do Sul e São Paulo, o vazio sanitário também já terminou, e o plantio está autorizado, mas produtores seguem esperando condições climáticas mais favoráveis para dar início à semeadura, segundo a AgRural. A consultoria projeta área plantada com soja no Brasil de 34,5 milhões de hectares, com aumento de 1,8% ante 2016/2017. A AgRural prevê, com base em linha de tendência de produtividade, produção de 109,7 milhões de toneladas (-3,8%). Os números serão revisados no início de outubro.

Milho – Já o plantio da safra de verão de milho 2017/2018 no Centro-Sul alcançou 19% até quinta-feira apontou a consultoria. No Rio Grande do Sul, 45% do plantio foi concluído. “No noroeste gaúcho, as chuvas da última semana favoreceram o desenvolvimento inicial das lavouras. Na Serra, onde o plantio é mais tardio, os produtores estão aproveitando a boa umidade para iniciar os trabalhos”, disse a consultoria.

No Paraná e em Santa Catarina, onde o plantio atinge 16% e 55% da área, respectivamente, o tempo quente e seco tem causado dificuldades, com possível necessidade de replantio em pontos do sudoeste paranaense e problemas de estande das plantas na região dos Campos Gerais, conforme a AgRural. “No oeste catarinense, alguns talhões estão sem chuva há 30 dias e os produtores já falam em perda de potencial produtivo das áreas que estão em desenvolvimento vegetativo”.

A AgRural prevê queda de 10% na área de milho verão do Centro-Sul na safra 2017/18, devido ao avanço da soja, que oferece rentabilidade mais alta. A consultoria projeta, com base em linha de tendência de produtividade, uma produção de 22,4 milhões de toneladas (-10%) na região. A AgRural não divulga estimativas de safra de milho para Norte e Nordeste.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO