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Pequenos se unem para crescer no Sul

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Pequenos se unem para crescer no Sul

Pequenas agroindústrias se unem no Sul e formam uma marca própria

Se tudo der certo, “brevemente” os consumidores da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil), entidade mantida por meia centena de empresas familiares espalhadas pelo interior gaúcho. “O selo da Apil é uma solução para pequenos e médios laticínios que, atuando juntos, vão poder formar volumes suficientes para ter acesso a grandes varejistas”, afirma o presidente da associação, Vlademir Dall’Bosco, que dirige uma pequena empresa familiar em Nova Boa Vista, no centro-norte do Estado.

Idealizada há nove anos, a marca coletiva foi registrada apenas em meados de 2016 no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e visa fortalecer comercialmente os pequenos laticínios, que não têm condições financeiras de concorrer com as grandes marcas. O mutirão deve começar pelo queijo mussarela, principal produto da maior parte dos pequenos laticínios. Considerando todos os tipos de queijos (colonial, prato, provolone, serrano etc.) das pequenas e médias indústrias, representam 70% da produção gaúcha desse lácteo – o mais rentável e exigente em mão-de-obra.

Segundo levantamento feito pela Apil, a fabricação de queijo em pequenas empresas gera um emprego a cada 800 litros/dia de leite processados; na grande indústria do chamado leite longa vida (UHT), essa relação é de um  emprego por 7.000 litros/dia; e, na indústria de leite em pó, intensamente mecanizada, é preciso processar 35.000 litros para gerar um posto de trabalho direto. Foi apontando essa discrepância, escancarada também na concessão de incentivos fiscais a grandes indústrias, que a Apil convenceu o governo estadual a reduzir a tributação dos queijos artesanais, até 2011 onerados com 18% de ICMS, enquanto o leite de caixinha – o pior dos lácteos – tinha alíquota zero.

A redução do ICMS dos queijos para 4,5% animou as agroindústrias familiares a ampliarem  seus negócios. Segundo Dall Bosco, até2018 duas dezenas de empresas associadas à Apil concluirão investimentos de R$ 100 milhões em ampliação, diversificação e modernização de suas instalações. Para não cair no paradoxo das grandes agroindústrias lácteas do Rio Grande do Sul, que “exportam” para outros Estados, principalmente São Paulo, cerca de 30% de leite cru, a Apil quer transformar seus excedentes de leite cru em leite em pó, um produto que pode ser estocado para exportação. “Nosso alvo
imediato é a China”, afirma Dall Bosco.

Fonte: Mundo do Leite 82