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Operação Carne Fraca gera insegurança no mercado

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Operação Carne Fraca gera insegurança no mercado

Secretário-executivo do Mapa disse que conduta de poucos não pode ser generalizada para definir práticas da cadeia produtiva

Em entrevista coletiva transmitida pelo Facebook do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, prestou esclarecimentos sobre a Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades na inspeção de frigoríficos. De acordo com ele, 33 servidores públicos do Ministério já foram afastados de suas atividades por suposto desvio de conduta.

Segundo Novacki, 21 selos SIF, do Serviço de Inspeção Federal, vinculado ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), estão sob suspeita. Até o momento, outras três plantas frigoríficas foram interditadas após confirmação de irregularidades. Uma delas, da BRF, fica em Mineiros, GO, e as outras duas, da Peccin Industrial, ficam em Jaraguá do Sul, SC, e Curitiba, PR. “Foram identificados problemas nessas unidades com mortadela, salsicha e carne de aves. Suspeita de irregularidades com carne bovina ainda não foram confirmadas”, disse Novacki. Ele não citou o nome, mas disse que quatro grupos econômicos estão envolvidos nas fraudes.

De acordo com Novacki, a informação que o Ministério tem é de que os produtos com problemas chegaram apenas ao mercado interno. Nesta sexta-feira, os órgãos competentes nos Estados Unidos e União Europeia fizeram contato com o Brasil para questionar as fraudes. “Nos preocupa essa ação porque somos grandes players no mercado internacional e nossos produtos chegam com qualidade e bons preços a esses mercados. Com uma notícia assim vindo a público é claro que fica um receio, e são postas também em debate questões econômicas”, disse, referindo-se a um possível fechamento dos mercados para as carnes brasileiras.

Afirmando que o Ministério conta com 11 mil servidores e que os estabelecimentos com SIF são 4.837, ele disse que os casos que estão sendo apurados não podem  ser tidos como exemplo da conduta de toda a cadeia produtiva. “Nosso sistema é robusto e transparente, e é graças a isso que conseguimos apurar denúncias como essas”, afirmou.

Para os consumidores brasileiros, Novacki recomendou atenção aos produtos na prateleira do supermercado. “A população deve observar se os produtos têm algum aspecto que não está de acordo. Como aparência, cheiro. E, em caso de problemas, deve acionar o sistema de vigilância sanitária do Ministério, que tomará providências de forma enérgica”, disse.

Fonte: Portal DBO