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Abate de bovinos volta a crescer após três anos de quedas

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Abate de bovinos volta a crescer após três anos de quedas

De acordo com o IBGE, em 2017, o país abateu 30,8 milhões de cabeças de gado sob algum tipo de inspeção, alta de 3,8% em relação ao ano anterior

Após três anos de quedas, o abate de bovinos voltou a crescer no Brasil. De acordo com o Instito Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2017, o país abateu 30,8 milhões de cabeças em frigoríficos com algum tipo de inspeção sanitária, o que representa um aumento de 3,8% em relação ao número de animais abatidos no ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 21 de março.

O crescimento mostra a pecuária superando a crise verificada ao longo do ano passado, marcado pela redução da demanda por carne bovina no mercado interno e pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Ao fechar 2017 com abate de 30,8 milhões de cabeças, o setor da pecuária abateu mais 1,1 milhão de cabeças de gado do que em 2016. Esse foi o primeiro crescimento anual após quedas entre 2014 e 2016.

O IBGE disse que, em abril de 2017, o setor acusou queda de 15,6% no abate em relação a março, a segunda maior retração mensal da série histórica iniciada em 1997. Segundo o instituto, os motivos principais foram “a paralisação de atividades e férias coletivas concedidas por frigoríficos da empresa alvo da operação policial”, o que levou a um resultado negativo no segundo trimestre de 2017: queda de 3%.

Outro desafio enfrentado pelo setor, segundo o IBGE, foi o desaquecimento na demanda interna por carne bovina, em razão da crise econômica. “Isso é mostrado pela queda nos preços de todos os cortes de carne. Enquanto o Índice de Preços do Consumidor Amplo (IPCA) de 2017 foi de 2,95%, o filé mignon teve deflação (inflação negativa) de 5,53%, a alcatra, de 4,95%, e a costela, de 2,52%.”

Para a gerente de pecuária do IBGE, Angela Lobão, 2017 foi “um ano desafiador para a pecuária por conta da demanda ainda enfraquecida no mercado interno e da operação Carne Fraca, da Polícia Federal”.

Ainda segunda Angela, contribuíram para contornar a crise “o aumento de 12,1% nas exportações de carne bovina, cujo principal comprador é a Rússia, e a maior oferta de animais devido a investimentos em reprodução para o aumento de efetivos”.

Estados – Houve elevação no abate em 16 das 27 Unidades da Federação. Os principais aumentos ocorreram em Goiás (+355.500 cabeças), Minas Gerais (+297.030 cabeças), Mato Grosso (+227.150 cabeças), Mato Grosso do Sul (+144.610 cabeças), Paraná (+85.650 cabeças), Rondônia (+68.360 cabeças), Bahia (+34.920 cabeças), Rio Grande do Sul (+31.340 cabeças) e Santa Catarina (+23.950 cabeças).

As reduções mais relevantes foram no Pará (-86.950 cabeças), Tocantins (-42.460 cabeças), Maranhão (-38.230 cabeças) e Acre (-25.670 cabeças).

Mato Grosso manteve a liderança do ranking do abate de bovinos em 2017, com 15,6% da participação nacional, seguido pelo Mato Grosso do Sul (11,1%) e Goiás (10,3%). No quarto trimestre de 2017, foram abatidas 8 milhões de cabeças de bovinos, alta de 0,4% ante o trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2016, o avanço foi de 8,3%.

Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO e Agência Brasil